"Vem, Senhor Jesus"



A vitória sobre o "príncipe deste mundo" foi alcançada, de única vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é "lançado fora", "Ele põe-se a perseguir a Mulher", mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, "cheia de graça" por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). "Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes" (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: "Vem, Senhor Jesus" (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno (Catecismo da Igreja Católica 2853).
O tempo do advento inicia na igreja um novo ano litúrgico, mas o seu significado vai muito além, consta da espera pela vinda do salvador aquele que nos redime do pecado e que nos salva do laço inimigo. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz nos a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia (segunda volta de Cristo). Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.
A celebração do Advento é um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino. A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí vem a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza! Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, ou passageiro, mas diante de uma realidade concreta e atual. A Fé da Igreja de hoje é a esperança de Israel já realizada em Cristo, mas que só se consumará definitivamente na volta do Senhor.
Maria sempre está á frente da nossa Igreja, nossa mãe nos reveste com seu manto nos trazendo a alegria que é o Cristo Salvador. Este é o tempo de reavivar a fé, e crentes na glória que vem do Senhor, continuamos nossa caminhada de cristãos rumo ao um ano novo.


João Paulo Ribeiro; Comunicação Viva Chama.

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