sábado, 26 de maio de 2012

Pentecostes





Um dia antes de Pentecostes a Igreja reza na Missa da Vigília de Pentecostes. Onde nos preparamos para receber os Dons do Espírito Santo:
 Sabedoria, Inteligência, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus. Reza a tradição eclesial que a vigília de Pentecostes é uma das mais especiais celebrações da nossa Igreja, por isso, esta vigília é vivíssima oportunidade ideal para a uma reflexão da caminhada cristã. Em retiro no silêncio com Deus encontramos o momento ideal para reavivar os dons e conscientemente assumir a vida no Espírito Santo.
Pentecostes era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.







Bento XVI

Falar com Deus para poder falar de Deus. Encontrá-Lo para poder testemunhá-Lo: Bento XVI aos Bispos Italianos 


A nova evangelização requer pessoas adultas na fé, pessoas que se encontraram profundamente com Deus, com Cristo, que passou a ser o grande ponto de referência na própria vida. A primeira condição para falar de Deus é sempre o falar com Deus. Estes alguns dos aspetos sublinhados com vigor por Bento XVI, no discurso dirigido nesta quinta ao meio-dia, no Vaticano, aos Bispos Italianos, reunidos na sua assembleia geral da primavera. 
O Papa centrou a sua intervenção na missão da Igreja, hoje, no meio das profundas transformação em curso. De certo modo a questão de fundo enfrentada pelo Concílio Vaticano II: “Igreja, que dizes de ti mesma?”. A cinquenta anos da sua abertura, o Vaticano II – observou – “constitui o caminho para individuar as modalidades com que a Igreja pode oferecer uma resposta significativa às grandes transformações sociais e culturais do nosso tempo, com consequências visíveis também na dimensão religiosa”. Mas isso – precisou – “não, está claro, na ótica de uma inaceitável hermenêutica de descontinuidade e de rutura, mas sim de continuidade e de reforma”. Trata-se, sempre, de centrar-se no essencial:
“a nossa situação requer um renovado impulso centrado sobre o que é essencial na fé e na vida cristã. Num tempo em que Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus (é visto) apenas (como) um grande personagem do passado, não se poderá relançar a ação missionária sem renovar a qualidade da nossa fé e da nossa oração. Não seremos capazes de oferecer respostas adequadas, se não acolhermos de novo o dom da Graça, Não saberemos conquistar os homens para o Evangelho, sem voltarmos - nós próprios, antes de mais – a uma profunda experiência de Deus”.
Grande, fundamental problema do nosso tempo, nomeadamente nos países de antiga tradição cristã, é o facto de Deus ser excluído do horizonte das pessoas”. 
“Quando não encontra indiferença, bloco ou recusa, o discurso sobre Deus, acaba por ser relegado para o âmbito subjetivo, reduzido a facto íntimo e privado, marginalizado da consciência pública. Passa por este abandono, por esta falta de abertura ao Transcendente, o coração da crise que fere a Europa, crise espiritual e moral. O homem tem a pretensão de ter uma identidade completa simplesmente em si mesmo”.
A racionalidade científica e a cultura técnica – advertiu o Papa – não só tendem a uniformizar o mundo, mas assumem a pretensão de delinear o perímetro das certezas da razão, tendo como único critério as próprias conquistas. A tradição cristã, que fazia parte do tecido cultural, deixou de ser uma referência unificadora, capaz de abranger toda a existência humana. Neste contexto, “a nossa primeira, verdadeira e única tarefa – sublinhou o Papa, com significativa insistência – continua a ser empenhar a vida naquilo que vale e permanece, o que é efetivamente fiável, necessário, último”.
“Os homens vivem de Deus, Aquele que tantas vezes de modo inconsciente e apenas como que às apalpadelas eles procuram para dar pleno significado à existência. Nós temos a tarefa de O anunciar, de O mostrar, de guiar até ao encontro com Ele. Mas é sempre importante recordarmo-nos que a primeira condição para falar de Deus é falar com Deus, é tornarmo-nos cada vez mais homens de Deus, alimentados por uma intensa vida espiritual de oração e plasmados pela sua Graça.”
“Quereria dizer a cada um: deixemo-nos encontrar e assumir por Deus, para ajudar todas as pessoas com que nos cruzamos a serem atingidas pela Verdade. É deste relação com Ele que nasce a nossa comunhão e se gera a comunidade eclesial, que abraça todos os tempos e lugares para constituir o único Povo de Deus”. 
No meio das grandes transformações que vão afetando amplos extratos da humanidade – sublinhou o Papa citando o seu antecessor Paulo VI – a tarefa da Igreja é hoje em dia a de “atingir e como que modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação”. Para tal, recordou o Papa a concluir, em alusão ao tema desta assembleia episcopal, é necessário que haja pessoas adultas “maduras na fé e testemunhas de humanidade”.
“Velai e atuai para que a comunidade cristã saiba formar pessoas adultas na fé porque encontraram Jesus Cristo, que passou a ser a referência fundamental da sua vida. Pessoas que O conhecem porque O amam e amam-no porque O conheceram. Pessoas capazes de oferecer razões sólidas e credíveis de vida”. 

domingo, 20 de maio de 2012

Maio Mês de Maria




Maria,sendo Mãe de Deus nunca se orgulhou; mas permaneceu pobre e humilde
A Igreja ensina que Nossa Senhora foi escolhida por Deus “desde toda a eternidade” (Cat. § 488), para ser a Mãe do Seu Filho. Por causa de sua Maternidade Divina, ela foi sempre ‘Cheia de Graça” (gratia plena), concebida sem o pecado original, permanecendo Sempre Virgem (cf. Cat. §499), e Assunta ao Céu de corpo e alma. Pela altíssima dignidade de escolhida para ser a Mãe do divino Redentor, Maria nunca experimentou o pecado, nem o Original e nem o pessoal. S. Luiz de Montfort, fazendo coro com os Santos Padres, dizia que: “assim como o mar é a reunião de todas as águas, Maria é a reunião de todas as graças. Mas entre todas as virtudes de Nossa Senhora, podemos destacar a humildade e a pobreza. Ela é a Mulher humilde, pobre de espírito – exatamente o oposto de Eva soberba. Santo Irineu de Lião, doutor da Igreja (†202), disse que “a obediência de Maria desatou o nó da desobediência de Eva” (Ad. Haer.).
A humanidade foi lançada nas trevas do pecado e da morte, porque nossos primeiros pais foram soberbos e desobedientes a Deus. Pela humildade Jesus se tornou o “novo Adão” e salvou o mundo (Rom 5,12s). “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil 2,6-8). Maria, a mãe do Senhor, tornou-se a “nova Eva”. Os santos ensinam que foi a perfeita humildade de Nossa Senhora que fez com que Deus a escolhesse para a mãe do seu Filho, eleita entre todas as mulheres. Ela mesma canta no Magnificat: “Ele olhou para sua humilde serva” (Lc1,48).
A soberba é o pior pecado. É o que levou também os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência mortal para toda a humanidade. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”.
Ser humilde é ser santo, é descer do pedestal, é não se auto-adorar, é preferir fazer a vontade dos outros do que a própria, é ser silencioso, discreto, escondido, é fugir das pompas e dos aplausos, como Maria. Sendo Mãe de Deus nunca se orgulhou; mas permaneceu pobre e humilde. São João Batista nos ensina a humildade de Maria: “Importa que Ele cresça e que eu diminua!” (Jo 3,30). Jesus exaltou os “pobres de espírito” (Mt 5, 1) como a Virgem Maria que precisou de muito pouco das coisas materiais para servir o Seu Filho e Senhor, e ser aquela que, como disse João Paulo II, “foi a que mais cooperou para a obra da Redenção da humanidade”. Olhemos e imitemos a Estrela pobre e humilde, que é nossa Mãe.
Postado por Prof. Felipe Aquino em seu blog dia 17 de Maio 2012 - http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/

"Silêncio e palavra: caminho de evangelização".




A Igreja Católica assinala este domingo o Dia Mundial das Comunicações Sociais, afirmando que “silêncio” e “palavra” são partes dos processos de comunicação, nomeadamente quando estão em causa projetos de evangelização. «Silêncio e palavra: caminho de evangelização» é precisamente o tema da mensagem de Bento XVI para esta jornada, onde o Papa sublinha que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”.
Bento XVI afirma que, diante da “dinâmica atual da comunicação” frequentemente “feita por perguntas à procura de respostas” nos vários “motores de pequisa”, é necessário “um renovado anúncio de Jesus Cristo” através do “silêncio e palavra”, “ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja”. A comunicação exige “um ambiente propício”, uma “espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons”.

Comentando a mensagem do Papa, o presidente da Comissão Episcopal (portuguesa) da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, destacou a pressão que existe sobre esse “equilíbrio da comunicação”. “A vertigem da pressa, a caça à manchete, a pressão das tiragens e dos shares, se calhar, pressionam mais que o desejável equilíbrio da comunicação e vão fazendo caminho, normalizam modelos”, assinalou D. Pio Alves, durante a sessão de apresentação do Dia Mundial das Comunicações Sociais.




Retirado em: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=589479

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Alegrai-vos no Senhor



“Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.
A promessa de Jesus se renova a cada dia, retirai as vestes de luto, que se enxugue toda lágrima dos rostos abatidos, pois o Senhor faz maravilhas em nossas vidas. Quantos momentos já vivemos de tristeza e angustia que pareciam não ter fim? Quantas vezes choramos escondido, e em lágrimas transformamos nossas dificuldades? Por muitas situações nos entregamos ao desânimo e nos esquecemos das muitas vezes em que Jesus caminhou conosco. Mas isso é obra do inimigo que quer a nossa derrota, ele nos coloca uma venda nos olhos e direciona nossa visão somente para coisas ruins, com isso não enxergamos as maravilhas que o Senhor nos faz a cada dia. Mas o senhor hoje vem nos falar: Vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria”. Isso é o que faz a nossa fé, confiamos num Deus uni potente, que tudo pode. Ele está presente ao nosso lado e estava contigo naqueles momentos de tristezas passadas, pois a partir de hoje declaramos o fim da angustia. Alegrai-vos no Senhor “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.” 


João Paulo Ribeiro, Comunidade Viva Chama

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Após 30 anos de fundação, a Comunidade Shalom recebe a aprovação definitiva do Vaticano.




Terminou nesta quarta-feira, 16, com a audiência pública do Papa, a semana de celebrações em Roma da Comunidade Shalom. A instituição, 30 anos depois de sua fundação, recebeu na última sexta-feira, a aprovação definitiva de seus estatutos por parte do Pontifício Conselho para os Leigos.
Mais de 1.500 missionários Shalom presenciaram a audiência, recebendo a benção de Bento XVI na perspectiva da missão à qual é chamada a serviço da Igreja universal.
Em 1982, o Papa João Paulo II visitou Fortaleza, e vendo-o, o jovem Moysés Azevedo recebeu uma inspiração. Trinta anos depois daquele momento, em que decidiu dedicar sua vida aos jovens, o fundador da Comunidade Shalom recebe novamente o abraço da Igreja e a confirmação de seu mandato missionário.
“E esta missão é importante”, confirmou o Cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, durante a cerimônia de entrega dos estatutos definitivos: “A Comunidade Católica Shalom recebe da Igreja, depois de um atento processo de discernimento, o reconhecimento pontifício formal de ‘Associação internacional de fiéis de direito privado’ e a aprovação definitiva de seus estatutos”.
“Com este ato, a Igreja lhes concede o sigilo definitivo da autenticidade de seu carisma; é um gesto de confiança e amor. A Igreja agradece e encoraja vocês para que sigam e anunciem o Evangelho ao mundo inteiro. A Igreja precisa de vocês e conta com vocês”, conclui o Cardeal RylKo.
Missão acolhida pelo fundador, que quis confirmar que aquela oferta de vida dos poucos jovens de 30 anos atrás se transformou “em um povo inteiro que serve a Igreja”, e “com este povo, diante de Cristo e aos pés de Pedro, queremos partir e anunciar a todos os povos da terra que Cristo é a verdadeira Paz”.
Os membros da Comunidade Shalom participarão ainda na tarde desta quarta-feira de um último evento em Roma: na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, haverá uma Missa, presidida pelo Cardeal Paul Josef Cordes, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum.


CN Noticias

Dia Internacional da Família evocado pelo Papa na audiência geral: equilíbrio entre trabalho e família. Domingo, dia de repouso.



 O Dia Internacional das Famílias, instituído pelas Nações Unidas, que se celebrava ontem, 15 de maio, foi evocado pelo Papa na audiência geral desta quarta-feira, na praça de São Pedro. Bento XVI fez notar que o tema deste ano – “família e trabalho” referia o equilíbrio a assegurar entre duas questões estritamente ligadas entre si: o trabalho “não deveria criar obstáculos à família, mas pelo contrário apoiá-la e uni-la, ajudá-la a abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”. O Papa fez votos de que o domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, possa ser mesmo dia de repouso e ocasião para reforçar os elos familiares”.
Prosseguindo o ciclo de catequeses que vem desenvolvendo às quartas-feiras sobre a oração cristã, Bento XVI iniciou hoje a falar sobre o que diz São Paulo a esse propósito.

"Queridos irmãos e irmãs,
Para São Paulo, a oração é sobretudo o Espírito Santo em acção dentro de nós. Ele orienta o nosso coração para Jesus Cristo, a ponto de podermos dizer: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Habitando na nossa fragilidade humana, o Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis e conduz-nos para as alturas de Deus. Muitas vezes rezamos a Deus, para que nos livre de males e tribulações; mas temos a impressão de não ser ouvidos e… desanimamos. Ora, não há grito humano que não seja ouvido por Deus; e é precisamente na oração constante e fiel que compreendemos, com São Paulo, que «os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura de se revelar em nós». A resposta do Pai a seu Filho não foi a libertação imediata dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas precisamente através da cruz e da morte – como expressão do amor supremo – Deus respondeu, para além de todas as expectativas humanas, com a ressurreição. 
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, em particular os vários grupos vindos do Brasil, cuja peregrinação se detém hoje junto do túmulo de São Pedro e neste Encontro com o seu Sucessor: Obrigado pela vossa presença e oração! A todos saúdo, confiando à Virgem Maria os vossos corações e os vossos passos para que neles se mantenha viva a luz de Deus. Para vós e vossas famílias, a minha Bênção!"


Radio Vaticano.

terça-feira, 15 de maio de 2012

“Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família”. Atos 16,31




O ato de ter fé é a porta do céu, não basta somente ir a igreja rezar insistentemente, é preciso confiar, se entregar completamente nos braços de Jesus. Mais ainda, é preciso praticar a caridade que vem de Cristo, o amor é fruto de uma fé viva, nos amamos mais quando temos a certeza que somos iguais. A Virgem Maria é o grande exemplo de confiança no amor de Deus, “faça se em mim segundo a tua vontade”. Assim como nossa mãe devemos confiar que todo sofrimento tem o fim na vitória da ressurreição. A nossa meta é o céu, o nosso encontro definitivo com Jesus acontecerá mais cedo ou mais tarde, mesmo que ele não venha um dia nos iremos ao seu encontro. Quando temos fé em um Deus que é capaz do impossível, tudo passa e acontece para nossa maturidade. O sofrimento e as angustias nos tornam mais fortes e constantes na fé. 
“Considerai uma alegria, meus irmãos, quando tiverdes de passar por diversas provações, pois sabeis que a prova da fé produz em vós a Constancia” (Tiago 1,2-3) .
Crê em Jesus significa celebrar a vitória antes da batalha ser conquistada, antes do fim já fomos salvos, pois nós temos um Deus que esbanja o seu amor no seu coração chagado, pregado numa cruz. 
Que assim como Jesus com o seu coração aberto possamos por em pratica a nossa fé. Mesmo diante de nossas tristezas e dificuldades, mesmo com nosso coração ferido, mesmo machucados pelo peso da cruz em nossos ombros, possamos esbanjar o amor que recebemos de Deus, pois esse é o nosso chamado.
— Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais. Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! (Salmo 137)


João Paulo Ribeiro; Comunidade Viva Chama